Eu trabalhei durante 10 anos em Instituições privadas de educação em Salvador, com crianças de 02 a 12 anos.
Eu amava ensinar!
Eu amava ensinar!
Na verdade me identificava muito com as crianças menores pela possibilidade de ensinar um ser ainda em formação, daí a importância dos pais, saberem onde colocar seus filhos, qual escola, qual creche que aplica a metodologia que eles acreditam.
Tive a felicidade de trabalhar com crianças que me deram a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do seu intelecto, o que seria de suma importância para a vida adulta.
Tive alunos com problemas de gagueira e que através de exercícios específicos, o aluno respondeu bem e saiu falando com fluência, tive alunos tímidos, rebeldes, tranquilos, cada um com suas particularidades.
Especializei-me na época em metodologias que acreditava como, Maria Montessoriana, casinha Feliz, Piaget.. Identificava-me bastante com todos eles na proporção certa.
Olhava para cada aluno de forma individual, única, pois somos únicos.
Fiz questão de valorizar as qualidades dos alunos e trabalhar de forma positiva as deficiências, sempre em parceria com a família, base de tudo.
Sempre acreditei que a fase infantil é muito importante na formação do caráter do ser humano. As experiências práticas formarão a personalidade da pessoa. Um dos motivos o qual abomino na educação é quando os pais e ou alguns professores rotulam seus filhos e ou alunos a exemplo de: usar palavras inadequadas como: lerda, retardada, gorducha, lenta, burra, magrela etc. Falo com propriedade de ter presenciado essas cenas ao longo da minha caminhada e mais, até hoje vejo cenas que fico atônica!
Quando engravidei, jurei que compreenderia todas as fases da infância de minha filha, respeitando seus limites e incentivando o aprendizado e isso eu fiz. Criei minha filha única com limites que tenho certeza estão servindo de referência para sua vida adulta, hoje aos 27 anos, uma profissional qualificada, confiante, justa e que defende seu ponto de vista até...
Mesmo achando muitas vezes sua atitude muita intensa, eu continuava admirando pois sempre tinha uma justificativa justa para me convencer.
Devo com toda certeza ter errado na educação dela em outros departamentos, mas sempre disse a ela, absorva o que tenho de melhor e apague o que não vale a pena, mas na formação intelectual sei que acertei. Também não dá pra acertar em tudo. Somos humanos prestes a errar a qualquer instante. É interessante, que tem horas que acho que exagerei em incentivar a independência e autossuficiência, claro, rsrsrs, quando sobra pra mim...
É claro que hoje em dia a realidade é bem diferente, pois temos uma desigualdade social de arrepiar. Crianças sem oportunidade de educação, saúde e segurança. Os pais sem trabalho colocam seus filhos de qualquer idade, incluindo aqui os pequeninos, pedindo dinheiro nas SINALEIRAS.
Ao contrário do que muitos pensam a infância não é uma simples fase das nossas vidas, uma coisa que passa que se supera. É um mecanismo que nos ajuda na formação da estrutura da nossa personalidade. É mais forte na fase infantil, menos presente na adolescência e infelizmente pouco presente na fase adulto.




